
Na musica há mais de dez anos, o rapper disse esta a preparar o seu novo trabalho discográfico, “Três Cores”, uma singela de homenagem ás cores da bandeira nacional, como forma de elevar os valores patrióticos.
O álbum está virado também para o resgate dos valores cívicos e morais, tem 16 faixas e conta com as participações especiais dos cantores Kizua Gourgel, Mad, o grupo Rap-Ases, e o artista Moçambicano DMG.
Negro Bué afirmou ainda que pretende incluir no disco a participação do conceituado musico Barceló de Carvalho “Bonga”. “Pretendo convidá-lo por admirar a sua dimensão artística. Considero Bonga um músico de elevada craveira que sempre conservou a sua identidade cultural no que se respeita á interpretação do Semba”, disse.
Segundo o musico, o álbum chega ao mercado em Abril do próximo ano, mas vai ser precedido de um single, composto por duas faixas musicais “Vamos Tentar “ e “Vou Morrer No Rap”, que é lançado ainda este mês. “Os tema é uma advertência aos músicos que deixam o rap para enveredar por outros estilos como Kuduro”, afirmou.
“O que se observa nos dias de hoje, é uma grande tendência dos músicos angolanos do estilo rap apostarem no semba, kizomba ou kuduro por incapacidade artística e com a finalidade de conquistarem fama e notoriedade a todo custo, o que, para mim, contraria a sua identidade cultural”, afirmou.
Para o cantor, um musico sem linha artística bem definida e estilo próprio é alguém sem identidade cultural. “Nesse momento, os estilos nacionais que fazem mais sucesso nas pistas de dança do pais e do estrangeiro são o semba e o kuduro. Nos últimos anos, alguns artistas de rap têm apostado nestes estilos para ganharem notoriedade”.
Negro Bué acrescentou: “Todos os músicos de estilo rap que imigraram para o kuduro, com o intuito de fazer fusão entre os dois estilos, acabam por cantar simplesmente kuduro. Em vez de fazer uma fusão entre rap e o kuduro, cantam simplesmente um bom kuduro”, afirmou.
Negro Bué defende que o rapper pode e deve trabalhar com músicos de outros estilos. “Se eu tiver que participar num trabalho discográfico de um conceituado artista, apenas levaria o rap ao semba. Jamais cantaria semba ao lado do Bonga, porque são estilos diferentes e conservam a sua própria identidade cultural”, defendeu. Afastado dos palcos há sete anos, por razões familiares, Negro Bué, disse que não deixou o trabalho artístico e participou na produção de todos os discos da So Much More Records, como “Depois de Tudo” e “Puro do Gueto”, de Megga Fofo e Boy G. “Acabei de contrair matrimónio e tive de dedicar grande parte do meu tempo ao meu filho e á minha mulher.
Em termos de participações especiais, disse que trabalhou no disco do musico Eduardo Paim, “Maruvo na Taça”, da apresentadora da TPA Marlene Amaro, da cantora Nila Borja e recentemente no da cantora Gisela Silva.
Fonte: Jornal de Angola